Coluna de Quarta #2 – Ferrados em 2014

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Até quando uma única pessoa pode continuar a gerir um país inteiro? O senhor Ricardo Teixeira tem nas mãos o futuro da Copa do Mundo de 2014, e pasmem, uma fortuna de cofres públicos a entrar em seus bolsos. Enquanto muitos cederam logo de cara, o estado de São Paulo persistiu e o resultado não poderia ser outro, sem dinheiro para Teixeira, sem abertura.

O “Fielzão” eleito sem nenhum critério para ser o estádio de SP deverá custar ao menos 4 vezes mais que o seu ex-concorrente Morumbi. Se não bastase a diferença astronômica entre os preços, o estádio Corinthiano será construído com o uso de verba pública, ao contrário do Morumbi que seria bancado pelo clube e aliados financeiros.

A quem não está muito bem informado, hoje quarta dia 15, está sendo votada a lei que dará 420 milhões de dinheiro público para o estádio que será construído em Itaquera.

Pois bem, como pode apenas uma pessoa comandar tudo a seu modo? Como pode Ricardo Teixeira mandar e desmandar de acordo com seus interesses financeiros e claro sem a menor moral ética, admitindo trazer o maior prejuízo já registrado por esta cidade, por uma razão apenas, enxer os seus bolsos de dinheiro.

Sinceramente, nós São Paulinos não entendemos. Eu ao menos, se soubesse que seria usado dinheiro público no Morumbi, faria questão de ser totalmente contra.

Antes de torcedores, somos o povo.

Ferrado povo pelos impostos que subirão.

Ferrado povo pelas taxas que lhe serão cobradas.

Ferrado povo pelos 420 milhões que sairão de seus bolsos para um estádio que dará lucro sim a Andrés Sanchez, Ricardo Teixeira e integrantes da FIFA.

Para o próprio corinthiano? Sobrará um aumento de 100% no preço do ingresso sob a desculpa de pagar o belíssimo estádio que foi construído. A torcida do “povo” terá que ralar pra pagar o ingresso mais caro do país para conseguir o privilégio de ter um estádio.

1 Comentário para "Coluna de Quarta #2 – Ferrados em 2014"
  • É revoltante ver o nosso prefeito Gilberto Kassab envolvido nisso tudo, sendo que no início disse não se envolver com esses planos, inclusive da parte financeira(quando o mais cotado era o Morumbi).

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