Artigos sobre "Entrevista"
Juvenal dá ultimato: “Se não houver melhora, vou trocar o time inteiro”
Postado por Raí em 27 de outubro de 2011 | Deixe seu comentárioRepublicado de Globo Esporte
A paciência do presidente Juvenal Juvêncio com os jogadores do atual elenco do São Paulo chegou ao limite. Após demitir Adilson Batista e contratar Emerson Leão para os dois meses finais da temporada 2011, o dirigente afirmou: quem não corresponder daqui para frente, será mandado embora em dezembro.
Na conversa que teve com os jornalistas presentes no treino realizado no campo do hotel Yacht Golf Club, no Paraguai, o dirigente fala que a fama do time ser bonzinho o deixa maluco, ressalta que o atual comandante foi a solução emergencial para o momento e novamente atacou o presidente do Corinthians, Andrés Sanches.
Momento do time
“O atual momento é o mesmo do ano inteiro, não foi bem, não vai bem. Se fizer uma análise serena, é possível dizer que tinha uma expectativa muito maior do que a que se refletiu no gramado. As competências não estão se materializando. O que é normal quando isso acontece? Se o time tem competência individual, mas não corresponde coletivamente, você troca o técnico. Trocamos o primeiro, o segundo, veio o Milton, em duas partidas. Contra o Libertad, ocorreu uma vitória que não significou nada e um empate contra o Coritiba que pode ser considerado uma derrota. Se não mudar com o Leão, vou chegar a conclusão de que errado não é o técnico, e sim o time. Se não houve melhora, eu vou trocar o time inteiro”.
Falta de comprometimento
“Eu diria sem querer nominar que o elenco tem mais competência do que está mostrando. Tem que dar mais, lutar mais, ser mais comprometido, mais guerreiro. É preciso honrar essa bandeira, toda a história que envolve esse clube. Eles têm competência e quem não mostrar daqui para frente, vou trocar no final do ano”.
Jogadores consagrados e crítica aos técnicos
“Eu preciso valorizar a base, é fantástica, especial, singular. Quando você ganha menos, tudo é menor, você vai menos para a balada, é menos deslumbrado, os carros são mais modestos. O problema é que 90% dos técnicos do futebol brasileiro colocam os mais velhos para jogar para ficar bem com a equipe e com a torcida porque são eles que dominam o processo. Os jovens não falam, não perturbam, não incomodam. Eu preciso encontrar alguém que não faça isso, que enfrente os mais velhos, que enfrente essas figuras paparicadas que não correspondem no gramado. Quem ganha muito, ganha mais do que merece e precisar dar o sangue, ser guerreiro. Quem não for, vai embora”.
Contratação de Emerson Leão
“Foi uma solução emergencial pela situação que vivemos. Não tem como fazer um planejamento agora. A solução Leão já se mostrou boa na situação emergencial que vivemos no passado (2004). Resolvemos isso em cinco minutos após uma conversa após a partida contra o Coritiba. Oxalá essa emergência venha nos provar que a situação deva ser de prazo maior”.
Procura por Luiz Felipe Scolari
“O Adalberto, para discutirmos nomes do técnico que poderiam assumir, precisa saber quem está disponível no mercado. Por isso, procurou o Tirone para perguntar se o Luiz Felipe Scolari ficaria disponível. Como a resposta foi negativa, o assunto foi encerrado”.
Chega de jogadores bonzinhos
“Quis comprar o Felipe Melo neste ano. Ele chegaria para dar pancada e para botar respeito no time. Não pode o Ronaldinho Gaúcho falar para o Rosan (fisioterapeuta do Tricolor e da seleção) na Seleção que adorou enfrentar o São Paulo porque ninguém batia nele. Ninguém encostou. Eu fiquei louco da vida. Isso não é possível e isso será arrumado para o ano que vem”.
Presidente assistiu ao treino ao lado de outros membros da diretoria (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)Rosenberg e Andrés Sanches
“O Rosenberg é o chamado pato novo, gosta de falar. Ele era homem de publicidade, mas todos sabem que ele fazia parte do Conselho do banco Panamericano, que deu problema. Ele não é do esporte. O Andrés disse que estou há muito tempo no clube, mas ele quer o mesmo. Ele é o que eu já falei. Ele só não ficou porque procurou o Paulo Garcia, presidente do Conselho Deliberativo, que é procurador da Justiça, que falou não vai ficar e não vai mudar o estatuto. Ele queria me copiar, mas parece que cansaram dele lá. Ele que venha até mim e faça as acusações para que eu possa saber”.
Mais tempo no poder
“Ainda tenho muito chão pela frente. O São Paulo precisa de mim. Todo são-paulino sabe disso e reza por mim. Os adversários rezam para que eu morra”.
Itaquerão na Copa
“Não vou falar agora sobre isso. Mas em determinado momento, vou falar tudo que eu tenho vontade. E será aquela cara de espanto”.
Ele está voltando!
Postado por Ricardo de Aguiar Ribeiro em 22 de julho de 2011 | 3 Comentários
Em menos de 1 mês a tão esperada estréia do maior reforço tricolor no ano deverá acontecer. Ansiosos todos os tricolores vêem em Luis Fabiano a chance de disparar de vez no campeonato e voltar ao seu lugar de sempre, o topo da tabela.
Depois da desagradável surpresa de ter que passar por uma cirurgia, o atacante está confiante para voltar a jogar após mais de 4 meses parado e pede paciência para a torcida. Para quem acompanhou o craque em sua primeira passagem pelo clube tem consciência que vale muito a pena esperar pela recuperação completa.
Enquanto o tão esperado momento não chega, nós conseguimos uma entrevista exclusiva com o Fabuloso e descobrimos que assim como nós, ele também está ansioso e preparado para brilhar de novo pelo tricolor.
Como é jogar novamente no tricolor pra você que todo ano destacava o sentimento de querer voltar?
Estou muito feliz por estar de volta. Era um desejo retornar ao São Paulo e com 30 anos ainda posso jogar em alto nível por pelo menos mais 5 anos e continuar minha história no clube. Não vejo a hora de poder estrear e retribuir todo o carinho que recebi até agora.
O que mudou no Luis desde a sua última passagem? As quase 7 temporadas na Europa mudaram seu estilo de jogo?
Mudou muita coisa. Na Europa, o atacante não pode jogar parado, esperando a bola chegar, tem que ajudar na marcação, sair mais da área, participar mais do jogo. Além disso, com mais experiência algumas decisões dentro do campo se tornam mais fáceis, você fica mais tranquilo na hora de finalizar, escolhe melhor as jogadas que deve fazer. Acredito que sou um jogador mais maduro e completo que aquele de 2004.
Após quase estrear, você teve de passar por uma cirurgia, como foi pra você superar esse revés?
Foi um momento muito complicado, um dos piores da minha carreira. Tive que ter muita força mental para passar todo esse tempo em recuperação. Depois da minha apresentação a vontade de estrear era muito grande e naquele momento parecia que eu jogaria contra o Avaí, mas um dia antes da partida senti dores muito fortes e infelizmente não foi possível. Tive que passar pela cirurgia, que foi uma coisa nova pra mim, mas felizmente hoje posso dizer que estou totalmente recuperado e perto de voltar a jogar.
O contrato assinado com o São Paulo pode ser considerado longo, a idéia é encerrar a carreira no clube?
A minha ideia é encerrar no São Paulo. Mas no futebol é complicado prever uma situação como essa. Vou cumprir meus quatro anos de contrato e depois desse período sentaremos para conversar.
Com a volta para o Brasil, ainda existe o sonho de voltar à seleção que claramente precisa de um camisa 9?
Sem dúvida o sonho existe. Mas nesse momento a minha prioridade é voltar a jogar e estar bem atuando pelo São Paulo. Uma nova oportunidade na seleção será consequência do meu trabalho no São Paulo.
Como o clube e torcedores poderão lhe ajudar nessa luta por uma última Copa?
Espero que os torcedores tenham um pouco de paciência na minha volta, pois retornar após 4 meses sem jogar não é fácil e até você adquirir ritmo de jogo demora um pouco. Fora isso, espero continuar contando com o apoio da torcida para dar prosseguimento a minha história dentro do São Paulo. Como disse anteriormente, se eu estiver bem no São Paulo, a seleção virá naturalmente.
Para encerrar, o que você tem a dizer a todos os são paulinos que tem aguardado a sua volta com ansiedade?
Primeiro quero agradecer por todo o carinho e paciência que tiveram comigo até agora. Depois peço um pouco de paciência com essa equipe, principalmente com os mais jovens, pois estamos numa fase de transição, com um novo treinador. Mas estou certo de que temos um grupo de muito talento, que ainda vai dar muitas alegrias à torcida.
20 anos: Entrevista com Rogério Ceni
Postado por Julio Anderson em 6 de setembro de 2010 | Deixe seu comentárioRogério Ceni: ‘Acho que é possível estender meu contrato’
Por Alexandre Lozetti e Gabriel Saraceni, republicado de Lance!
Bodas de Porcelana. Assim se chama a comemoração de um casamento que completa 20 anos de duração. Como o de Rogério Ceni e o São Paulo Futebol Clube. Nesta entrevista exclusiva ao LANCENET! , na segunda parte do especial de homenagem às duas décadas do capitão no Sampa, ele relata, com detalhes, como virou mito. O camisa 1 também já repensa a aposentadoria e pode não encerrar a carreira em 2012, como previsto.
- LANCENET!: Você completará 20 anos de clube. O que lembra de 7 de setembro de 1990?
- Rogério Ceni:Após perder dois treinos, um por cancelamento e outro porque me perdi na cidade, em 7 de setembro fui fazer testes, mas não imaginava que iria entrar. Era coletivo do profissional, e eu chegando para teste. Zetti em um gol e Gilmar no outro. Eu e Marcos Bonequini fora.
- LNET!: Qual o maior impacto que sentiu ao chegar em São Paulo?
- RC:Foi quando passei ao lado do estádio. Não acreditava que existia um desse tamanho. O Morumbi era imenso, uma coisa que eu dizia: “Nossa Senhora”. Aquilo era impressionante. Hoje, para mim, passo lá todo dia e parece que diminuiu, ficou de um tamanho normal (risos). Ou nós que crescemos.
- LNET!: Quando deixou Sinop, pensava que faria história pelo Sampa?
- RC: Em princípio, meu teste seria no Bragantino. Depois, no Santos. Antes de viajar, o diretor do Sinop conseguiu falar com José Acras, conselheiro do São Paulo, e me conseguiu um teste. Antes de sair, deram o telefone de José Acras. Chegamos, ligamos e marcamos o teste.
- LNET!: Onde você morou no começo?
- RC: No Morumbi, de 1990 a maio de 1994. Eles me pressionaram para desocupar o quarto para os juniores, estava no profissional há dois anos. Não queria mudar porque a Sandra (esposa) morava no Morumbi (bairro), ficava longe e Telê Santana exigia que às 23h, 23h30, tinha de estar no CT. Era ruim atravessar a cidade após o treino, cansado. Juntei dinheiro e mudei.
- LNET!: No Morumbi, quem foram seus companheiros de quarto?
- RC: Tive mais de um, porque fiquei três anos e pouco. Eram 12 quartos, mais ou menos, para dois. Pérsio foi quem mais tempo ficou comigo, mas nem subiu para o profissional. Hoje, sei que está no interior.
- LNET!: Como era Telê Santana?
- RC: Tinha dias em que ele começava a contar histórias, era mais extrovertido. Normalmente, quando você estava mais sozinho. Quando era um grupo maior, era reservado. No treino era sério, cobrava, mas gostava de mim. Falava: “Vocês têm de bater na bola igual a esse menino.” Ele gostava que deitasse o corpo. Os caras chutavam de qualquer jeito, e ele dizia: “Mostra como é que é.” Eu ficava sem jeito, porque mandava mostrar. Não nas que cobrava, mas quando estava no gol. Ele falava: “Olha como chega rápido na bola.”
- LNET!: Como conquistou a vaga no banco no Mundial de 1993?
- RC: Em 1993, Marcos Bonequini queria jogar, mas o Zetti estava superbem, não tinha como. Então, ele foi para o Novorizontino. Porque o São Paulo contratou Gilberto e ele seria terceiro goleiro. Mas Gilberto não foi bem e fiquei como segundo. Marcos voltou e Jair (então treinador de goleiros) queria que ele viajasse. Mas Telê disse que não, que queria que fosse eu. Dali em diante, nunca mais saí. Ou jogava quando Zetti ia para a Seleção, ou ficava no banco.
- LNET!: Quase foi para o Goiás em 96…
- RC: Já estava há quatro anos na reserva e meu contrato acabava em dezembro. Eles me ligaram para saber se queria jogar o Brasileirão. E foi um ano em que o Goiás fez um grande time. Pagariam três vezes mais do que ganhava. Falei com (o ex-presidente) Fernando Casal de Rey, expliquei que não queria ficar enchendo o saco para jogar. Ele disse que Zetti estava com 31 anos, tinha 70 e tantos por cento do passe, e que achava que era o último ano dele, pois iam dar o passe de presente por serviços prestados. Renovamos por dois anos, me aumentaram um pouco o salário e apostei. De fato, em dezembro, deram o passe, Zetti foi para o Santos e virei titular.
- LNET!: Em 2001, após ser afastado, você cogitou defender o Cruzeiro?
- RC: Aquela vez, por causa da briga, estava tudo praticamente certo. André iria para o São Paulo na troca, eles dariam um dinheiro, só que os clubes tinham bom relacionamento, o presidente (Paulo Amaral) disse para não negociar e eles voltaram atrás. Não era meu desejo sair, na verdade queria ficar, mas ficou uma situação desagradável. Na época foi algo terrível para mim.
- LNET!: Agora, seu contrato vai até o fim de 2012. Pensa em estendê-lo?
- RC: Acho que é possível, mas não consigo vislumbrar isso hoje. Quando chegar mais próximo do fim, daí, sim, vou conseguir responder se será encerrado o contrato em 2012 ou se vamos continuar. Não consigo ter isso fixo na minha cabeça.
- LNET!: Se parar, o que vai fazer?
- RC: Ainda não sei, no nosso país não dá para pensar dois anos para a frente. Acredito que algo ligado ao esporte, à minha profissão, pela experiência que adquiri nesses 20 anos e mais os que virão até o término do contrato. Algo ligado a isso.
- LNET!: Qual foi o dia mais especial?
- RC: Muitos. O dia em que fui aprovado, quando subi definitivamente para o profissional, infelizmente, foi com a morte do Alexandre, mas foi um dia especial. Mas tem o primeiro título paulista, em 1998, o gol na final em 2000, o Mundial e a Libertadores que nós ganhamos em 2005, o tricampeonato brasileiro. Cada dia conta-se uma história. Meu primeiro jogo como titular no profissional, a estreia na Espanha. Falar um é difícil, mas o principal talvez seja 8 de setembro de 1990, quando soube que passei no teste. Foi o mais feliz e deu continuidade para que todos acontecessem.
- LNET!: Após 20 anos, o que representa o Tricolor para Rogério Ceni?
- RC: Tenho como a extensão da minha vida. É, no mínimo, 50% do que a vida significa para mim. Não é indiferente ganhar e perder só pelo resultado, é pela instituição. Defendo como se fosse meu. Jogo, vejo o dia a dia, as mudanças, e sinto como se fosse a minha empresa. Não é, lógico que não, mas me apego de uma maneira que vejo as coisas como um torcedor, um atleta ou na posição do dirigente. Muitas vezes o cara é cobrado, mas fez o correto, só não deu certo. Em outras, você vê que o atleta podia se dedicar mais. Assim como vê que o torcedor podia estar mais presente. Vejo todos os modos como isso funciona.
- LNET!: O seu interesse pelo clube é diferente de qualquer outro…
- RC: Tenho um interesse muito grande, e não é interesse político. Não quero o lugar de ninguém fora das quatro linhas. Quando acabar, vou continuar tendo sempre admiração e carinho enorme pelo clube, porque minha história está aqui. Até hoje, com 37 anos, tento entrar no CT todo dia e fazer o meu melhor, me dedicar ao máximo. Cuido como se fosse meu. Vejo coisas às vezes acontecerem, desde não apagar a luz até a comida que é jogada fora, que cuido como se fosse meu. Porque é um costume, é mania, é como se fosse minha casa. É a minha casa. Passo muitos dias do ano aqui, não é o lado do torcedor apaixonado, mas de dar valor àquilo que você tem e oferece conforto para você.
- LNET!: Como vê o São Paulo hoje?
- RC: É um momento bem mais difícil do que nos últimos anos. Chegamos a uma semifinal de Libertadores e não conseguimos a vaga do Mundial e nem a conquista. Isso causa um abalo psicológico momentâneo, que faz com que você não atinja seus objetivos, não tenha força e concentração para os resultados no Brasileiro. É um ano diferente, estamos longe dos líderes, com pouca possibilidade de alcançá-los. Temos de fazer tudo para sair dessa situação incômoda, subir ao máximo, e o objetivo tem de ser viver o próximo jogo. Para que, neste campeonato, possamos vislumbrar a vaga na Libertadores. Assim, em 2011, vamos poder buscar o que perdemos em 2010.
- LNET!: Por que, chorando, você lamentou a eliminação na Liberta?
- RC: Eu achava que era muito possível chegar e, pela posição no Brasileiro, poderia ser a última chance de ser campeão do mundo. Ainda tenho na cabeça buscar outra Libertadores e, depois, disputar o Mundial. Este ano não foi possível e, no Brasileiro, não estamos em uma posição que possamos dizer que vamos jogar a Libertadores do ano que vem. Então, fiquei triste. Gostaria de ter, foi a mais próxima dos últimos anos depois da de 2006 (perdeu a final para o Internacional), era vencer a semifinal e estaríamos no Mundial. É uma série de coisas que passam, você lembra das dificuldades, então foi muito triste. Todos deram a vida naquele jogo, mas não foi ali que perdemos, mas no Beira-Rio. Apesar do resultado aceitável, não conseguimos fazer o que precisava. Chegamos próximos, então, quando isso acontece, a alegria de chegar, como foi a do Internacional, é grande, mas a tristeza também é muito mais profunda para quem é derrotado.
Entrevista com Bruno Uvini
Postado por Julio Anderson em 18 de junho de 2010 | Deixe seu comentárioUm dos destaques da nova geração que se forma em Cotia, com 19 anos Bruno Uvini Bortolança é o zagueiro e capitão do time da base do São Paulo campeão da última Copa São Paulo de Futebol Junior.
Nascido em Capivari (SP), Bruno começou sua carreira aos 4 anos em uma escolinha de futebol e aos 16 já fazia parte das categorias de base do SPFC, jogou seu último ano de Copa São Paulo de Juniores com a responsabilidade e a tarja de capitão. Convocado recentemente para a Seleção Brasileira Sub-19, disputou e venceu o Mediterrâneo International Cup.
Dentre os títulos que o jovem capivariano já conquistou, se destacam: Mundial Sub 17 2008, Torneio Internacional em Dubai 2008, Dallas Cup 2009 e Copa São Paulo 2010, todos conquistados na equipe do São Paulo F.C. Juvenil, a qual Bruno é capitão.
Reproduzimos abaixo a entrevista do jogador ao Blog do São Paulo realizada em janeiro de 2010 onde falou sobre sua carreira, do Caso Oscar, de Cotia, sobre seus planos para o futuro e muito mais.
- Blog do São Paulo: Conte-nos um pouco de sua trajetória como jogador até chegar ao time do São Paulo em 2010 na Copa São Paulo como referência da equipe.
- Bruno Uvini: Bom , comecei minha vida no futebol com 4 anos na escolinha de futebol do meu pai, com 14 anos fui pro Pão de Açúcar , joguei 2 anos lá e vim pro São Paulo com 16 anos onde eu já fui campeão mundial sub-17 na Espanha, campeão do Torneio Internacional nos Emirados Árabes e Campeão da Dallas Cup nos EUA . Esse ano tive minha primeira convocação pra seleção brasileira sub-20, e hoje estou jogando minha última Copa São Paulo.
- BSP: Quais seus sonhos no Tricolor, pós Tricolor e o que você pensa do caso Oscar?
- BU: No momento sonho em ser campeão da Copa São Paulo e integrar a equipe profissional esse ano, e um dia ser campeão da Libertadores e Mundial pelo São Paulo. Sobre o caso Oscar não tenho uma opinião pois não sabemos o que está acontecendo realmente , só sei o que sai na imprensa mesmo.
- BSP: Em que Cotia ajuda os jovens jogadores do São Paulo e ajudou você? Conte-nos como foi e como é o dia a dia.
- BU: O CT de cotia é excelente, a estrutura oferecida é de primeiro mundo, tem tudo o q precisamos e com muito conforto, ajuda muito a crescer como jogador e como pessoa também. No dia a dia ,treinamentos diários , 4 refeições por dia, a noite colégio para os mais jovens e faculdade pros mais velhos.
- BSP: Você tem empresário? Se sim, qual o papel dele em sua carreira fora e dentro do clube?
- BU: Não tenho, preferi deixar meu pai cuidar da minha carreira nessa parte.
- BSP: Quando você pensa em uma referência, você preferiria ser como André Dias, líder e mais de sobra; como Miranda, de velocidade e flanco com técnica ou um Lugano com raça, força e liderança?
- BU: Procuro pegar um pouquinho de casa coisa boa que cada um tem e me espelho neles, são excelentes zagueiros, gosto muito de ver eles jogando, procuro não me comparar a ninguem e conquistar o meu espaço.
- BSP: Deste time da Copinha, quem você apontaria como revelação que tem potencial para ser titular do São Paulo FC?
- BU: Olha, neste time da copinha, acho que o grande destaque é a união do grupo.Difícil falar em algum nome em individual. Acho que todos irão se destacar pela união e com isso ajuda à todos nos jogos .
- BSP: Na sua opinião, jogadores que são considerados craques e não rendem, tem qual razão? Como é o preparo para isto?
- BU: Ás vezes a mídia cria expectativas antes do jogador entrar em campo e fazem muita pressão por um bom desempenho, mas tudo ter que ser feito com calma, e às vezes essa pressão atrapalha.
- BSP: Qual sua opinião sobre os reforços do São Paulo e a perspectiva para este ano?
- BU: O São Paulo contratou bons jogadores, está montando um elenco muito forte. Quero poder fazer parte desse grupo esse ano e ter uma oportunidade.
- BSP: Zé Sérgio, Vizzolli e Baresi. Comente os estilos e quem mais lhe agrada.
- BU: São três excelentes treinadores , cada um tem seu estilo. Aprendi muito com os três e sou muito grato a eles.
- BSP: Quando dizem que Cotia não revela ninguém e que é dinheiro jogado fora, o que você pensa?
- BU: Não é essa a verdade, o São Paulo investe muito em nós e aposta em nós também, só que tudo tem sua hora pra acontecer. Estão nos preparando para tudo acontecer no tempo certo, para não dar nada errado.
- BSP: Já teve contato com Ricardo Gomes? Como foi?
- BU: Fizemos um treino no profissional no ano passado quando ele tinha acabado de chegar, foi muito atencioso e tenho certeza que está olhando pra nós aqui.
- BSP: O que você acha de Blog’s como o nosso que reúne a torcida e agrupa milhares de torcedores? O que vocês jovens jogadores, prestes a explodirem, comentam e acham da opinião da galera sobre o time hoje em dia?
- BU: Acho muito legal, a gente acompanha aqui sempre q pode, porque a gente também é torcedor do São Paulo.
- BSP: Bruno, agradecemos imensamente por sua atenção e simpatia. Desejamos que tenha um feliz 2010, que seu futebol brilhe na Copinha (e nos traga a taça..rs) e que possa logo estar entre os profissionais pois talento você tem!Tudo de bom pra você!
- BU: Muito obrigado mesmo, eu quem agradeço, parabéns pelo trabalho de vocês, feliz 2010 , beijo, fique com Deus !
Obrigado por tudo e boa sorte, André Dias
Postado por Julio Anderson em 1 de fevereiro de 2010 | 3 ComentáriosNesta segunda, 1º de fevereiro, chegou ao final uma história cheia de conquistas que durou mais de quatro anos: a vitoriosa trajetória de André Dias com a camisa do São Paulo. O São Paulo acertou a venda do zagueiro para a Lazio da Itália.
” Vou ser são-paulino para o resto da minha vida e meu filho também. Nossos corações vão estar sempre aqui com o clube.”
A torcida lamenta a saída de um jogador determinado e que sempre honrou a camisa do Maior do Mundo. Raçudo, o xerifão André Dias ajudou a formar durante os anos no São Paulo o intransponível paredão tricolor, a maior zaga. Zagueirão sem medo, tem o respeito de todos e era o dono da faixa de capitão na ausência de Ceni.
André Dias, desejamos toda boa sorte do mundo pra ti e lembre-se que as portas do São Paulo estarão sempre abertas.
Em sua última entrevista como jogador do São Paulo, no site oficial, zagueiro não segurou o choro:
- Como encara essa nova fase da vida? Estava pronto?
- André Dias - É muito difícil sair. Estou triste. Lógico que sei que é uma grande chance, estabilidade financeira, mas é muito difícil sair de um lugar que a gente gosta tanto, a família também estava muito bem em São Paulo, meu filho adorava ir ao Centro de Treinamento da Barra Funda para brincar. Eu era muito feliz aqui. Mudar de uma hora pra outra nunca é fácil, mas é uma mudança necessária, que me fará muito bem.
- Como avalia sua passagem pelo clube?
- André Dias – Nunca passei algo tão verdadeiro como no São Paulo. A adaptação foi muito rápida. Consegui algo muito grande aqui. Achava que seria difícil ser titular e consegui ser até capitão, conquistando três títulos brasileiros. Deus me proporcionou coisas aqui que eu não imaginava.
- Qual momento você acha mais especial?
- André Dias – Foi a minha chegada porque estava realizando um sonho de jogar aqui. Na época tive várias propostas e pude escolher o São Paulo. Não poderia ter sido uma escolha melhor, na época não tinha dúvida, estava chegando no atual campeão mundial.
- Alguma decepção nesse período?
- André Dias – Faltou tão pouco para os 200 jogos que ficou até um gostinho amargo, pois gostaria muito de completar esta marca no clube. Mas Deus colocou este novo desafio em minha vida e tenho uma nova missão para cumprir, então saio feliz, de cabeça erguida, com sensação de dever cumprido, mas deixando muitas saudades.
- O que o São Paulo representa pra você?
- André Dias – Só estando aqui para entender a grandeza do São Paulo. Não só pela estrutura, até porque estrutura qualquer um pode ter, mas sim pelo modo como o clube faz as coisas, como as pessoas do clube trabalham. É impressionante. Sei que isso eu não vou encontrar em nenhum lugar.
- Quer dizer então que o São Paulo vai ficar no seu coração?
- André Dias – Com certeza. Vou ser são-paulino para o resto da minha vida. O Vinicius, meu filho também. Nossos corações vão estar sempre aqui com o clube.
- Site Oficial – Qual recado gostaria de deixar?
- André Dias – Do fundo do meu coração gostaria de agradecer a todos no clube. Pela paciência que tiveram comigo, pelos dirigentes terem acreditado em mim mesmo eu não podendo atuar por conta da briga com o Goiás. O São Paulo acreditou até o fim e aguardou o fim do imbróglio me passando muito confiança. Sou muito grato por tudo. Sou muito grato a todos no clube por esses mais de quatro anos aqui. Muito grato mesmo. Também não posso deixar de agradecer aos torcedores, que sempre estiveram ao meu lado.
Grazie per tutto! Buon Viaggio! Statemi bene!!
Reconhecido não só pela torcida, o zagueirão André Dias ganhou a Bola de Prata da revista Placar nos anos de 2008 e 2009.
Dios Lugano. Alma celeste, sangue tricolor
Postado por Julio Anderson em 28 de janeiro de 2010 | 3 ComentáriosO torcedor são-paulino sempre se identificou com jogadores que davam a alma em campo pelas vitórias e com Lugano não foi diferente. O uruguaio marcou sua passagem pelo tricolor por dedicação em campo e pelo respeito que demostrava pela camisa tricolor.
Zagueiro de pegada forte e temperamento quente, cativou a torcida com sua raça nos três anos que esteve no Morumbi. Hoje no Fenerbahçe, da Turquia, Diego Lugano concedeu entrevista ao jornal El Pais (dica do @spfc) onde fala, entre outras coisas, sobre o carinho pelo time que aprendeu a amar. Abaixo, segue a tradução de um trecho da entrevista:
- Voltaria ao Nacional?
- E por que não
- Jogaria no Peñarol?
- E por que não? Sou profissional, não tenho nada contra ninguém. Mas antes, digo que não deverei voltar a jogar no Uruguai. Hoje eu me aposentaria no São Paulo, sou fã desse time. Será assim!
- Por que?
- Porque dei tudo de mim para a torcida, para o clube que é espetacular em tudo. Lá me senti respeitado e admirado.
Fui para a Turquia em 2006 e ainda recebo ligações do departamento médico do clube para ver como eu estou, como andam aquelas “dorzinhas” antigas. São detalhes que fazem diferença. Se faço um gol, seja pelo Fenerbahce ou pela Seleção, recebo ligações me dando os parabéns.
Eu posso garantir que todos os são-paulinos estão junto do Uruguai! Quando jogamos para uma partida pelas Eliminatórias no Morumbi (21 de novembro de 2007, vitória do Brasil por 2 a 1), que é a casa São Paulo, meio estádio gritava meu nome. Esse foi o jogo mais emocionante da minha vida. Isso faz você pensar que esta é sua casa.
- Esse foi um momento emocionante, e um momento de glória?
- Dois: Quando fomos campeões do mundo no São Paulo (em 2005) e a classificação uruguaia para a Copa da África do Sul.
Não há um são-paulino que não sinta falta do Lugano, não é craque mas é um dos grandes ídolos da história do clube e será recebido de braços abertos, pelo clube e torcida, quando voltar a jogar no Morumbi.
A entrevista pode ser lida na íntegra, em espanhol, no site do El Pais: http://www.elpais.com.uy/Suple/DS/10/01/10/sds_464352.asp
A volta das famílias aos estádios
Postado por Julio Anderson em 1 de novembro de 2009 | 6 Comentários
Se tem algo que me deixa sinceramente feliz como torcedor é ver que, aos poucos, as famílias estão voltando ao estádio e que, de alguma forma, estamos ajudando nisso.
O depoimento do Fabio, postado em nossa comunidade do Orkut após a vitória sobre o Barueri, mostra que estamos no caminho certo:
Ontem (sábado, 31 de outubro de 2009) foi um dia muito especial pra mim. Foi a primeira vez que meu sobrinho de 4 anos e minha mãe foram ao estádio. Precisava mostrar ao moleque o que é São Paulo Futebol Clube e pra minha mãe que ali dentro do estádio é sossegado.
Como eu ia fazer isso? Escolhi um lugar estratégico: atrás de vocês, do Movimento São-paulinos.
Meu sobrinho falou: “Eles estão enchendo bexiga. Vai ter festa de anivesário?” Hahahahah. Minha mãe riu muito quando vocês cantaram: “Não alugo estádio, nunca fui rebaixado” … rs.
Foi um dia super legal e toda vez que tiver jogo, eles vão lembrar desse dia. Vão lembrar que existe um grupo que empurra o nosso tricolor nos 90 minutos. Se fazem algo de bom para minha família, fazem pra mim também.
O dia foi especial pra mim, e agradeço vocês por fazerem parte disso. Continuem assim! Vocês merecem e o São Paulo também.
Fabio V.
Como um dos nossos mandamentos: “Não utilize gritos de violência, queremos as famílias de volta aos estádios e sabemos que o apoio à violência afasta os torcedores”. O estádio é um local de confraternização e diversão, a volta da confiança das famílias ajuda a expulsar aqueles que valorizam a violência e não o espetáculo.
Entrevista com Rogério Ceni
Postado por Telê Santana em 2 de setembro de 2009 | 1 Comentário
Rogério Ceni
Marcello Lima – O São Paulo pode se contentar se não conseguir o titulo, mas ficar com uma das vagas para a Libertadores?
Rogério Ceni – Não sei, eu jogo para ser campeão Brasileiro. Hoje eu não me contento com absolutamente nada que não seja a conquista do tetra campeonato Brasileiro.Temos muitos jogos pela frente, hoje temos 4 pontos de desvantagem, no ano passado também tínhamos uma grande diferença de pontos e tiramos. A diferença é que o Palmeiras tem um time mais maduro, mais experiente, Edmilson e Diego Souza, são jogadores que vem atuando a um bom tempo, a defesa é bem sólida, o próprio Obina já não é mais um menino.
É um time maduro que talvez saiba administrar esta vantagem, mas vamos jogar jogo a jogo, eu acho que o São Paulo tem condições de lutar pelo titulo.
ML – Não perder ninguém do elenco na janela de transferências pode ser considerado como um reforço para o restante do campeonato?
RC – Nos dias atuais você pode até achar positivo não perder ninguém, principalmente em um elenco entrosado. Miranda e Hernanes que eram os mais cogitados para sair, são jogadores que já atuam há alguns anos com a gente, então você consegue manter o conjunto. Agora, é lamentável a perda desses dois jogadores para o próximo jogo contra o Cruzeiro.ML – Você acha que Palmeiras e Corinthians aumentaram seu poder de fogo com as contratações de Vagner Love e De Federico?
RC – Eu vou ser sincero, o jogador Argentino que o Corinthians contratou não conheço, mas pelo que falam deve ser um jogador de muita qualidade, desde que perderam o Douglas que jogava no setor de armação, acho que contratam alguém com a intenção de suprir este jogador.O Vagner é um jogador conhecido da gente que deve ter evoluído muito no futebol europeu. São jogadores importantes que só acrescentam para os nossos rivais.
Confira a entrevista completa com Rogério Ceni no site do Marcello Lima.



















